3 de junho de 2006

Supervixens


Russ Meyer não chega a ser unanimidade nem no nicho alternativo americano. Mas, se fosse brasileiro, haveria, no mínimo, uma dezena de funks cariocas em sua homenagem. Pois o que esse homem gostava de mulher boazuda não está no gibi. Os seus filmes são meros pretextos para exibir garotas bem dotadas (ou supers, como ele as apelidou) em poses picantes. A fotografia é aquela coisa amarela e chapada que denuncia a falta de recurso (vale ressaltar que nos filmes em preto e branco, como Faster, Pussycat! Kill! Kill!, a fotografia é usada com muita propriedade) e as tramas são bobas e repletas de personagens caricatos. Achou ruim?! Eu não. Os filmes são uma delícia. Muito bem estruturados e com situações tão absurdas que é impossível conter o sorriso em várias seqüências.

No caso de Supervixens, acompanhamos as trapalhadas de Clint Ramsey (Charles Pitts), frentista em fuga por estar sendo injustamente acusado do assassinato de sua ex-namorada, a bela Angel Turner (Shari Eubank). Mané por excelência, ele, inexplicavelmente, faz o limpa por onde passa. Acaba seduzido por todas, desde uma garota que lhe oferece carona na companhia do namorado nada ciumento, passando por uma Super, que mora com o marido idoso em uma fazenda até uma bela negra que gosta de velocidade. Meio por acaso, encontra a paz com Vixen (novamente Shari Eubank) - menina que vive solitária em um posto de gasolina no meio do nada. Então, o policial Harry Sledge (Charles Napier), verdadeiro assassino de Angel, encontra Clint. O duelo é no auge da montanha, com direito a várias aparições eróticas. A mistura de ingenuidade e sensualidade ficou na medida certa. Enfim, a comparação com a nossa pornochanchada nunca pareceu tão apropriada. Um conselho: abaixe a guarda e divirta-se com as popozudas de Meyer.

Ponto Alto: Charles Napier dá um show no papel do agente Harry Sledger. Legítimo genérico de Redford, ele destila canastrice no gestual e no inconfundível sotaque sulista do personagem. A turma vai lembrar dele como o chefe-vilão de Rambo 2.

Ponto Baixo: entendo a anarquia da proposta, mas a violência é forte em seus momentos. Chega a fugir do contexto da trama. Vide a morte de Super Angel.

2 Comments:

Anonymous Ricardo Ghiorzi said...

Caro colega apreciador de cinema extremo. Estou aqui para te convidar e também os leitores do teu blog, a darem uma acessada na minha página que contém fotos dos meus trabalhos em Efeitos Especiais e Maquiagens.
O endereço: http://www.flogao.com.br/ghiorzi . Vou atualiza-la toda semana.
Meu e-mail: rghiorzi@terra.com.br . Um grande abraço e obrigado.

4:39 PM  
Anonymous Ricardo Ghiorzi said...

Caro colega apreciador de cinema extermo.
Estou aqui para te convidar e também os leitores do teu blog,
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Um abração e obrigado.

10:46 PM  

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